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 Sekhet, Aspirante do Santuário
Void
 Posted: Jan 8 2018, 10:39 AM
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The Oblivion


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Dados do Personagem


    Nome: Sekhet
    Idade: 14/07/1998
    Raça: Humana
    Sexo: Feminino
    Nacionalidade: Egito
    Ordem: Aspirante do Santuário de Atena
    Ranque: Delta
    Armadura: -


Aparência


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    As singelas e delicadas formas de Sekhet distribuem-se em um corpo sinuoso: esguio, longilíneo, ainda que harmonioso. Sua altura permeia aos 1,76m, enquanto seu peso aproxima-se de 60kg, conferindo à ela uma silhueta de sugestiva fragilidade. A pele é áurea, atípica para a região donde vem, mas seu cabelo é de um negro tão intenso quanto a escuridão primordial. Os olhos reluzem em esmeraldina cor, quase etéreos tão forte é seu brilho e intensa coloração. Em tons rosados se fazem lábios e maçãs do rosto. Não possui uma única tatuagem em seu corpo, nem mesmo marcas de nascença ou de criação. Sua infância moderada a isentou de tais improvisos. Por outro lado, sua origem a imbuiu com um apreço imenso por brincos, colares, anéis e muitos piercings distribuídos pelo corpo. Desta forma, temos que constantemente ela aparece bem ornada, principalmente com adereços em dourado junto às melenas negras, ostentando algumas esmeraldas que fazem vezes de flores no mar de ébano, que bem prende em trança, alcançando a linha abaixo do quadril em comprimento. Os piercings visíveis se reservam às orelhas, na lateral do nariz e junto à sobrancelha direita, em formas de argolas. Suas vestes costumam ser negras e composta de saias longas ou curtas. O busto em geral é coberto apenas em seu entorno, deixando assim o torso da jovem semi-desnudo, em geral. Pode ou não usar luvas negras e longas (acima dos cotovelos), bem como um manto sobre os ombros e que confere alguma proteção para as costas, porém é comum não serem fechados na parte frontal, dando a visão do corpo que reluz suavemente pelo bálsamo oleoso com que o reveste. O olhar é outra constante em seu aspecto: traz uma serenidade com suaves requintes de melancolia e não obstante seu sorriso pode ser raro e tão discreto que passa despercebido aos menos atentos.


Personalidade


    Tal qual pequenino colibri, Sekhet possui uma personalidade silente, amena e quase cerimonial no trato. Ou esta é a primeira impressão que causa. Devido ao seu olhar de suave melancolia, tudo que se tem dela vem em igual tom. É amigável e atenciosa, porém reservada e apreciadora do silêncio circunstancial. É leal, mas sua voz não se ergue facilmente para a isso proclamar. Não há também o que a divirta particular e constantemente, podendo apreciar os mais diversos momentos mesmo que a partilha disso não se dê mais do que por um olhar, gesto ou brando sorriso. De alguma maneira, sente que o Santuário e seu atual clima soturno são consoante com seu próprio espírito. Não obstante, há um sentimento de incompletude intrínseco, que a leva naturalmente a querer percorrer os ditames de Justiça e Fé na Humanidade que pregam os Santos da Deusa, ao mesmo tempo em que busca compreender a essência humana de ser, a evolução do mundo. Por outro lado, detesta extravagâncias e costuma evitar situações que a coloquem em evidência, trazendo um curioso desbalanço em sua jornada para tornar-se uma Santa de Athena. Não encontra facilmente pares dentre homens e mulheres com quem convive; isto é, não consegue enxergar outrem como uma criatura de mesma natureza, gostos e atitudes - e isso não é restrito ao lado íntimo ou sexual, mas ao todo. Particularmente, ela não explora sua feminilidade, nem mesmo pratica o saborear dos prazeres mundanos e carnais, levando uma vida de peculiar e exótico sacerdócio. Tal circunstância não a faz mais simpatizante ou a acalora em relação ao Grande Mestre, figura que viu não mais do que um par de vezes, ao longe. Assim, tem-se que Sekhet é uma figura desconhecida, mesmo entre os seus aliados e por isso mesmo pouco lembrada, atrasando seu desenvolvimento e maturação das suas habilidades cósmicas.


Status Vitais


    Vida: 100%

    Cosmo: 100%


Status Cósmicos


    Sentidos Dominados: Audição, Paladar, Olfato, Tato, Visão.
    Velocidade Padrão: Velocidade Subsônica (500km/h), ou 5m/s em combate.
    Potencial de Carga & Impacto: 5 toneladas.
    Potencial Explosivo: 1/2 quiloton em até 5 metros de raio.

    Evolução: As evoluções do cosmo/sentidos devem ser registradas aqui pela Staff.


Faculdades


    Conhecimento: C
    Constituição: E
    Destreza: E
    Energia: D
    Habilidade: C
    Mentalidade: E


Armadura


    Nome: -
    Tier: T0
    Vitalidade: 100%
    Divisão de Dano: Protege 1/10 (10%) do Dano.
    Dureza: Absorve 1% Vitalidade de Dano.

    Característica Especial: -


Técnicas Especiais



I.


    Nome: Tayar Alfaragh (Stream Void)
    Tipo: Defensiva / Ofensiva
    Gasto: Alto
    Descrição: Reunindo seu domínio sobre o elemento ar com a sua Virtualidade, Sekhet é capaz de conjurar um poderoso fluxo de vento, que circula em uma área de 10m³, tendo-a no centro do evento. As correntes de ar furiosas são afiadas o bastante para tornarem-se cortantes contra quem se lançar contra elas, porém o intuito maior desta técnica vai além. Especialmente forte contra projéteis e energias de toda sorte de origem, esta corrente de ar é revestida por um padrão distorcido, invisível aos olhos, de modo que ao invés de se chocar contra a barreira de ar e chegar à Sekhet, a distorção rebate e desvia o ataque para um novo alvo, que pode ser quem o lançou ou não, desde que não esteja além de 10m³ da personagem. Evidentemente, para a execução desta técnica, ela deve permanecer parada desde o momento em que a conjurar; isto é, ela permanece executando uma delicada dança para fortalecer sua comunhão com o ar e a virtualidade, mas não pode percorrer distâncias, sair do círculo projetado no invisível. Dura por até 3 turnos e não impede que energias e forças superiores ao tier da personagem consigam escapar parcialmente e a acertá-la, se não realizar um movimento de desvio - o que geraria a posterior interrupção da técnica.


II.


    Nome: Alnafs Al'akhir (Last Breath)
    Tipo: Ofensiva
    Gasto: Médio
    Descrição: O que pode um ser humano fazer sem o ar que o alimenta? Há um requinte de crueldade nesta técnica, onde a jovem egípcia se concentra e permanece conjurando o ar que habita o corpo de um oponente. O chamado é especialmente caro e atrativo ao elemento, que reage como que ligado à personagem: uma extensão de seus braços e pernas enquanto dança e que quer voltar ao aconchego do corpo a que serve. Obviamente, a técnica não trata-se de simples sufocamento, tampouco pretende tirar a vida do adversário pura e simplesmente. Vai além disso: o ar que sai, tem tamanho ímpeto que o dilacera de dentro para fora, podendo sair não apenas pelo nariz e boca, mas de todo o corpo da vítima (sejam orifícios anatômicos ou da própria pele, mesmo) tamanho magnetismo se dá entre Sekhet e o Ar. A natural consequência é o sangramento intenso das regiões afetadas por essa fuga alucinada, em afiados veios de ar. A falta de ar é também uma ocorrência possível e lógica, certamente, mas está mais para uma tortura do que uma sentença de morte. A jovem sacerdotisa lança o ataque e o pode sustentar pelas duas rodadas seguintes, através de um gasto elementar (muito baixo) de cosmo, mantendo sua concentração ou optar por um único rompante decisivo, aplicando o dano em único turno. A área de alcance é de 12m, em linha reta.


III.

    Slot reservado para desenvolvimento de 01 técnica dentro do jogo.


Habilidades



I.


    Nome: Al'iimkania (Virtualidade)
    Tipo: Efeito / Suporte
    Gasto: Nulo (passiva) / Baixo (parte ativa)
    Descrição: Matematicamente, o espaço é uma ilusão; um constructo. Portanto, sob essa perspectiva e teoria, objetos, pessoas e lugares não ocupam verdadeiramente um espaço. O que ocorre é que apresentam um padrão e o “espaço” determina as relações de diferentes padrões entre si. Ao pensar desta forma, torna-se mais aplicável a dobra ao espaço ou desviar-se dele, convenientemente. Ainda que de forma branda dado o seu rank, Sekhet pode invocar ou manipular padrões similares de objetos ou locais, pois duas coisas que se tocam compartilham traços da conexão que estabelecem e a Virtualidade garante à jovem um relativo controle. Como este é um conceito por demais abstrato, são estabelecidos alguns exemplos de uso:

    • Precisão e intuição quanto à distâncias ou áreas, detectando qualquer perturbação no padrão, como um teletransporte (ou famigerados buracos negros falsos, que o cosmo possa gerar). Também tem uma vaga possibilidade de determinar tamanho ou distância de algum ser e/ou objeto, além de identificar a ocorrência de uma peculiaridade ou uma “coincidência estranha”; isto é, se foi um evento manipulado ou mera ação do destino. Por evento manipulado se quer tratar de incidentes fomentados pelo cosmo ou controle elemental através dele: se uma tempestade de raios foi natural ou se alguém deflagrou-a de sorrateira forma, sem que seu cosmo fosse detectado. Alcance sugerido: até 500m para percepções quando concentrada; até 200 metros sem concentração. A resposta de seu dom é sempre vaga, não podendo saber com precisão o que ocorreu. As possibilidades e efeito alcançado ficam a critério da narração.

    • Ao acreditar no espaço como algo manipulável, é possível (e sob intensa concentração) projetar a mente para outros lugares, conectando-se à ele e expandindo seus sentidos para lá. Conhecendo o padrão de determinado local ou objeto, poderia também construir proteções contra espionagem ou aporte (como teletransporte), se detivesse um rank maior e poder para tal. Alcance: até 300m, com concentração total.

    • Dobrando e distorcendo o espaço, pode ignorar volumes e conceitos de arcos e ângulos momentaneamente. Por exemplo: uma cadeira de tamanho normal pode ser ampliada duas vezes seu tamanho ou uma arma pode ser “dobrada”, atingindo aquele que a dispara, pois a bala viaja pelo espaço distorcido e segue por uma linha diferente criada pela distorção. Sugestão: objetos que não excedam 50 quilos; projéteis e similares que não estejam acima da velocidade do rank da personagem. Área de alcance: 20m²

    • Pode ainda manipular os padrões de diferentes locais, de maneira que reflitam o próprio padrão do cosmo de Sekhet; isto é: pode parecer vir de múltiplos locais dentro de uma área ao mesmo tempo ou, com muito esforço, dentro de duas áreas, ao dobrar o espaço e sobrepô-lo (o que não altera fisicamente nenhum deles). Assim, alguém que perceba ela e sua energia cósmica terá que descobrir onde verdadeiramente ela está, porquanto parecerá que está em mais lugares. Área de atuação: raio de 15m.

    Obviamente, as características supracitadas serão sempre mediadas pelo entendimento do narrador, que levará em consideração o rank atual da personagem.



II.


    Nome: Sayidat Alhawa' (Senhora dos Ventos)
    Tipo: Suporte
    Gasto: Baixo
    Descrição: Permite tanto a criação de correntes de ar a partir do uso de cosmo, quanto o controle sobre o ar que cerceia a personagem. Sekhet, particularmente, possui um controle muito fino e preciso sobre o elemento, pois com ele nasceu em comunhão e naturalmente o rege. Há uma importante relação a ser explicitada: velocidade e potência exigem maior concentração e isto há de passar pelo crivo da narração, que definirá como alcançado ou não. É possível ainda elevar-se discretamente do solo, porém sua movimentação será lenta, como um leve flutuar, sem alcançar grandes alturas (menos de um metro do solo). Um último uso pode ser para o combate, concentrando “rajadas de vento” contra um oponente e caso seja um convocar da mesma força (um elemental do vento), efeitos provenientes do elemento puro (sem uso de cosmo) são menos efetivos; dano e efeito que pode vir a causar ficam a cargo da interpretação do narrador da cena em questão. Área de atuação máxima: 12m².


III.


    Nome: Mezm Alkhati Hashun (Tear da linha mais frágil)
    Tipo: Suporte
    Gasto: Variável
    Descrição: Este dom permite a Sekhet que se entrelace e entrelace o padrão de ressonância do alvo, de modo que consiga fazer com que o estado daquele que ela trata retorne à um momento anterior. Uma ferida que antes não existia e agora representa um perigo imenso, começa lentamente a reverter, até deixar de existir. Uma maldição lançada alcança similar efeito, bem como um veneno tende a desaparecer do organismo como se nunca houvesse adentrado. Mesmo um alvo que tenha recebido um dano letal, se Sekhet o ajudar imediantamente (aqui entende-se: o turno imediatamente seguinte ao do dano) ela tem uma chance de conseguir reverter a morte, ao evitar que a essência do indivíduo disperse de imediato, como quem estanca um sangramento Efetivamente, é imprescindível que haja concentração e cuidado por parte da aspirante, o que a impossibilita de atuar no meio da batalha, normalmente. Dentro dessas possibilidades, a palavra final do efeito alcançado é do narrador, baseando-se no rank e na complexidade da ação realizada. O alvo não pode distar mais de 10m da personagem e o tempo pode variar de acordo com a necessidade de cuidado, o que pode fazer com que seja interrompido ou não a habilidade por eventos que acometam sobre Sekhet.


História


    Precisar os detalhes do nascimento de Sekhet não é apenas inconveniente, como também impossível. Com poucos dias de vida – ou o que se acredita – foi encontrada junto de uma senil velha, prestes a derramar seu sangue, nas ruínas do templo de Mut. Seus gritos ecoantes conduziram guardas até o local e constataram que a criança estava marcada de sangue, além de completamente molhada. A velha, fora de si, entre risos de desespero, confirmava que havia tirado a criança do lago sagrado, recém nascida e aquele sangue deveria ser o da mãe. Ora, qual sangue resiste à uma imersão em lago, da mesma forma que uma criança tão imatura sobrevive ao afogamento? Uma mãe nunca foi encontrada, a louca foi presa. A criança, alvo da curiosidade e fertilidade da mente dos turístas, foi levada por servas do Karnak. Sua irmandade a criaria, para o sacerdócio que ainda sustentavam – secreto e, portanto, desconhecido aos olhos do mundo. Muitos ciclos se passaram e mesmo com quatro anos, Sekhet não se comunicava. Não mais do que em muito delicados piados, que rendeu-lhe a alcunha de pequena ave – ou colibri, para uma das guardas estrangeiras. Ao mesmo tempo, era também frágil como uma flor... E a única composição que poderia abrigar tal beleza e silêncio era um jardim. Sekhet, portanto, haveria de ser seu nome e como um pequeno recinto de modesta paz haveriam de edificar seu íntimo.

    Aquele cuidado tenro e fraternal parecia agradar aos deuses do Karnak, que abençoaram a menina com dons tão especiais e fortes que pareavam com as donzelas sacerdotizas mais velhas, levando-a a aprender mais cedo rituais, orações... E a interferir de modo brando e justo no mundo. Esses ensinamentos fizeram florescer uma prematura sabedoria – intensa, profunda – na garota que entrava em sua adolescência. Espalhava-a como pólem, soprando ditames tão puros quanto se podia esperar da mais alta sacerdotisa. E as vezes, os soprava literalmente, pois pouco a pouco os ventos começaram a cerceá-la, acompanha-la e a obedecer. Dançava com eles como se fossem criaturas tão vivas quanto ela. Espíritos, dizia, invisíveis a quem já não tinha a alma sensível ao que vem do alto. De análoga forma, os saberes que cresciam em seu íntimo transbordavam num entendimento elevado sobre o mundo: o tear da existência e da vida e morte. Canalizar isso, doutrinar e expandir conhecimentos tão singulares passou a ser árdua tarefa para as senhoras da casta mais elevada, inclusive. Simultânea à essa dificuldade, boatos muitos começaram a atravessar as terras egípcias, quanto a homens e mulheres excepcionais que vagavam pelo mundo. Até mesmo um príncipe versado em elevada arte que procurou abrigo no seio do deserto! Vulcões que ganhavam vida! Sekhet sentia o peito inflamar e disparar com tais relatos, mas não sentia que deveria partir e vagar pelo mundo. Mesmo que sua alma sempre clamasse por algo que estava muito além do território egípcio, muito além de qualquer limite mundano. As vezes, era como se sentisse falta de si mesma. Como podia ganhar o mundo quando se perdia em algo tão incompreensível? As vezes a resposta vem com o tempo; as vezes, o tempo não se importa com as perguntas.

    Quando mal completara dezesseis anos, em meio à noite, o recinto onde viviam as suas irmãs foi invadido. Não por homens e mulheres... Animais ou qualquer natureza similar. Era fruto do anti-natural, afronta das mais vis à qualquer vida e criação. Não tinham forma precisa, ainda que em sua amorfa silhueta se comportassem como humanóides seres. Uma a uma as sacerdotisas começaram a serem mortas, sem que houvesse tempo para compreensão. Buscavam algo? Procuravam alguma coisa, talvez, sim! Ou apenas queriam alimentar a terra com sangue! Sekhet, destemida, acorreu no encalço das irmãs. Aos prantos orou no silêncio do seu coração e pediu iluminação, força. Que Amonet a ajudasse, pois em seu templo moravam! O corpo aquesceu, reluziu em âmbar cor! Ganhou força e intensificou o que podia fazer... Mas estava longe de ser o bastante. “Salve-se, criança, salve a Grande Mãe! Vá” – foi-lhe ordenado e assim ela fez. Levou a grã-sacerdotisa, mãe de todas elas pelos secretos caminhos que interligavam os templos sob o Karnak. Carregou-a com o fervor de sua lealdade, em nome das irmãs que morriam sem explicação. Parou apenas quando o corpo já não aguentava-se em pé, desfalecendo. Em meio a pesadelos despertou, vendo a Grande Mãe cuidar de si, com lágrimas já secas ainda marcando a face.

    ”O que presenciamos hoje, pequena Sekhet, não é infundado. Tudo tem uma razão de ser. Mas o que vi em você, me fez ter esperança – ainda que me doa o que é preciso ser feito. Nos separaremos, menina. Contudo saibas que é neste caminho bifurcado que nossa linhagem sobreviverá."

    "Seja leal como uma criança.
    Ame com a pureza de uma donzela.
    Ensine com a dedicação de uma mãe.
    E, acima de tudo, tenha a dignidade, benevolência e destreza de uma governante.
    Somente assim tuas irmãs viverão em ti, para sempre. Viverei contigo, ainda que não seja a mim que falte em teu coração. Procure o que a completa, Sekhet. Floresça sempre mais, minha criança.”

    Confusa foram as palavras, ainda mais para quem sentia o atordoamento de uma força recém desperta, maior do que seu corpo podia aguentar. Mais tarde, quando foi entregue para um misterioso viajante que ocultava parte de seu rosto, veio a saber que seria entregue num Santuário onde seus poderes poderiam se ampliar. Ele próprio não tinha essência humana, ainda que fosse tão semelhante a qualquer um. Na viagem de alguns dias, ouviu sobre a Deusa – que pareceu-lhe tão familiar e ligada a si a ponto de a assustar. Ouviu também sobre o lemuriano, o cosmo e seus feitos. Seus milagres. Estava sendo enviada para crescer, espalhar-se em ramos novos e criar o mais florido jardim em sua alma – quiçá, um dia, possa estar entre irmãs uma vez mais e já não será miúda demais para as defender. Não mais.


Conteúdo Extra


    Sabaoth foi quem levou Sekhet para o Santuário. Os lemurianos partilhavam seus mistérios e crenças místicas com a Grã-Sacerdotisa do Karnak. Em meio ao contato, deixou-os saber de Sekhet e seus dons excepcionais. Lahar sentiu-se impelido a ajudar aquela humana e, portanto, enviou o pedido de que Sabaoth a buscasse e levasse para o Santuário, sem que ninguém soubesse mais do que era necessário. A medida do Ancião pareceu atender à amizade que tinha com a anciã humana, ao mesmo tempo que não colocava seu povo e a posição de seu Palácio em risco. Se um dia ela for digna, quem sabe receba o convite para com os lemurianos aprender. Por enquanto, está a salvo e aprendendo mais sobre o cosmo.




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