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 DOCAS
Kosmos
 Posted: Jun 26 2017, 09:54 PM
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As Docas do Santuário na realidade fazem parte da Vila Rodório, sendo muito utilizada para a pesca, principalmente. No entanto, o local é guarnecido por Soldados do Santuário, uma vez que é também muito frequentado por eles, levando e trazendo Servos, Soldados, Cavaleiros e Mensageiros de todo o globo nas embarcações que ali ancoram.


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“Quando os deuses jogam,
os homens choram.”


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 Posted: Jan 2 2018, 09:24 AM
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O  mês de fevereiro era um dos mais terríveis para a Grécia, em especial aquele, pois o frio enregelava até os ossos, como se os quisesse fazer estalar até se partirem. Rodório sofria especialmente com aquela baixa temperatura, pois seus homens e mulheres não tinham o poder do cosmo para amansarem aquela realidade, aquecerem também o espírito. Kazuya, por outro lado, contava não apenas com o cosmo, mas com seu pesado manto negro. Caminhava pelo lugar como a própria encarnação da Treva Profunda - ou um arauto adequado para a figura estoica e pouco carismática que era o Grão Mestre, dizia a boca miúda que sempre circula pelos corredores e lugares dos servos. Tão errôneo pré-julgamento! Os Cães podiam servir e obedecer, mas a caça era para outro fim, não agradar à um soberano mundano! Mesmo assim, aquilo deixava Asterion ainda menos estável do que a calmaria. Kazuya quase podia sentir ele arranhar seu cerne, ouvir o deslizar de suas garras, tentando romper aquela parca mortalha-jaula que se fazia a consciência do cavaleiro. Além disso, seus instintos pareciam também à flor da pele, levando o jovem para uma inquietação inexplicável.

Sinto que há algo de errado aqui... Vamos andar. Andar....

O erro se propaga com nossos passos... não é... Kaz--u...ya...

Quase em escárnio desapareciam em meio à um riso ganido, adoecido, aquelas malditas vozes. E ainda assim, Kazuya andava. Passou assim pelo Cemitério, chegando até as Docas, sem nem mesmo perceber. Notava agora, com a movimentação aos arredores.

Tão funesta presença logo despertou um pequeno alarde entre os trabalhadores, que logo baixavam a cabeça e começavam a se agitar para retornar ao trabalho como se nada tivesse ocorrido. No entanto, era evidente que estavam inquietos com aquela enegrecida presença entre eles. O motivo da inquietação era apenas sua figura tão diferente?

Você fede a entranhas... às nossas entranhas, nas quais se banhou e ornou...

Justiça... jus..t..iç...

Tal como vieram, calaram. Até mesmo Asterion parou de roer o seu osso - a espinha dorsal de Kazuya. Um rastro cósmico! Sim, tênue... Muito antigo e discreto! No mesmo instante que percebeu, o jovem cavaleiro teve a impressão de um vulto mover-se furtivo, captado pela visão periférica, tão adestrada no caçador. Vozes difusas. Asterion retornando ao arranhar. Olhares temerosos... Ou julgadores? A chuva caía, abafava alguns sons e o cavaleiro precisava definir agora seu rumo. O rastro cósmico ia num caminho, o vulto havia se movido noutro. E tantas coisas mais que deixavam a mente dele inquieta. E Asterion a roer... Roer...



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Kazuya de Cães de Caça
 Posted: Jan 2 2018, 04:05 PM
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“Frio, frio, frio… Está frio… Este é o frio de fevereiro, não gosto nem um pouco dessa época do ano, sempre é assim na Grécia é um verdadeiro inferno gelado, mas preciso continuar não é mesmo? Preciso continuar andando, andar me aquece ainda mais com esse pesado manto negro, as pessoas que me virem assim acharão que sou a própria morte, mas não me importo desde que eles não fiquem perto de mim… Sim! Eles não precisam ficar perto de mim e está tudo bem assim eles não sofrem com minha presença, porém é uma pena que eles sofram tanto com o frio.”

E era isso que eu fazia, andar pelo santuário como se estivesse de guarda checando tudo, por baixo daquele manto negro vestia a armadura de prata nem mesmo em tempos de paz no santuário eu deveria baixar a guarda. Sou assim e isso não mudará o que tem no meu passado posso fazer diferente… Justiça… Sim, eu posso fazer a verdadeira justiça como defensor de Athena. Continuei andando o frio castigava, mas o caminho era um só… Eu só preciso andar e…. O que é isso?

“Isso machuca Asterion, para de arranhar essa maldita cela seu desgraçado, o que diabos está tão nervoso em? Droga só precisamos continuar como sempre fazendo espere um pouco já sei o que posso fazer, eu posso contar… Isso eu posso contar até dez, muito bem vamos só lembre dos números está tudo bem”:

– Um, Dois… Trê… Trê… Três, Q… Quatro, Cinc… Cinco, S… Se…. Droga!

Não conseguia contar, Asterion estava muito inquieto, mas eu devia continuar como sempre faço, precisava… precisava andar até as docas, mas sentia algo saindo muito do controle, minha mente parecia entrar em colapso, ouvia as vozes, vozes, não poder ser era eles dois. Zahra me alertando sobre algo de errado dizendo que eu precisava andar, mas Malatesta respondia que os erros se propagam com os passos… Então era melhor eu parar de andar assim eu não errava mais, porém eu precisava continuar era necessário.

Eles riam ao desaparecer, o que diabos era tão engraçado para rir, essas coisas eram sérias não tinha porquê rir, não era engraçado. Continuava caminhando nessa altura estava de frente as Docas, mas era um pouco estranho, pois não me lembrava que eu tinha passado pelo cemitério… Claro que eu não lembrava, não tinha como lembrar quando eu tenho vozes em minha cabeça e uma fera tentando romper a maldita jaula. Bom segui em frente e percebia as movimentações no arredor, pessoas que estavam fazendo algo aleatório, mas por me verem abaixavam as cabeças e corriam para trabalhar. Minha mente entrava em colapso novamente com Malatesta e Zahra. Uma me dizia que fedia a estranhas estas que eram estranhas dos mesmos, onde me banhei, outra voz citando Justiça…

“ Não… isso é um absurdo eu jamais iria me banhar ao sangue de vocês dois, eu não queria nada disso, simplesmente aconteceu… Só aconteceu quem em sã consciência faria tal atrocidade a seus mest… mestr…. Sim! Foi bom Ha ha ha ha, sentir o sangue de vocês era como se eu pega-se uma taça cheia do sangue e tomar como vinho e…. Não! Não é isso jamais faria isso por favor Malatesta e Zahra vocês tem que entender… Ou não tem que entender?”

Conflitos, Asterion tentando ganhar vantagem sobre isso, Mala e Zahra me culpavam pela morte, mas eu não queria fazer isso eles eram bondosos e sabiam das coisas… Talvez eu merecesse ser punido, mas precisava continuar… Andar.. Andar. Vozes e Asterion silenciavam, pois um frio correu em minha espinha como se algo tivesse perto, eu era um caçador e caçadores não perdem sua presa… Sim, um rastro cósmico muito antigo e discreto, mas nada podia passar despercebido eu sou o cães de caça seria uma desonra não perceber, porém quando caminhava para perto do discreto cosmo minha visão periférica captava algo, como se alguém apita-se, por um momento senti como se um vulto passasse ao meu lado, vozes em minha mente, Asterion voltava a ficar inquieto e uma chuva caia, aquilo poderia atrapalhar e perder o rastro, mas e o vulto? Me agachei até onde enxergava aquele antigo rastro e fitava para onde ela apontava como se tenta-se adivinhar o caminho… Droga e agora?

“Sangue… Sangue… Você precisa se alimentar Kazuya… Me tire dessa jaula do seu consciente me deixe caçar, precisamos caçar Kazuya.”

“Cale-se me deixe pensar, o santuário pode está em perigo, vulto… rastro… vulto… rastro… Droga pare de roer seu cachorro desgraçado.”

“Sangue… Sangue… Caçar…”

Pensei com dificuldade o que faria naquele momento, meu corpo tremia, aquela chuva caia sob minha capa preta, chuva que trazia aquela cena horrenda quando via a poça feita de água e sangue uma mistura forte que vinha de minhas mãos onde fui responsável por dilacerar ao ponto de não sobrar nada, porém precisava seguir em frente:

- Antigo, mas preciso ir até onde ela termina… Rastro!

Olhei para onde senti o vulto e para aquele pequeno rastro cósmico fitei a frente corri até o fim do destino daquela “pegada”.


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Descrição: Essa é uma habilidade bastante natural do cavaleiro de prata. Desde que começou seu treinamento para se tornar um guerreiro de Athena, Kazuya aprendeu a caçar para sobreviver. Com isso, desenvolveu grandes habilidades nas quais seus sentidos ficam aguçados: seu olfato fica excessivamente aprimorado, a audição se torna mais sensível e os olhos aguçados e precisos, muito acima do comum, mesmo em meio à penumbra ou escuridão. Além disso, ao despertar e aprimorar seu controle cósmico, tornou-se capaz de captar fragmentos cósmicos em forma de rastro, quando observando com atenção o cenário, desde que deixadas nas últimas 48 horas. Isto é: quando um usuário de cosmo passa por um local, é como se fragmentos de sua energia se tornassem pegadas, natural e automaticamente, mesmo que não tenha revelado ou elevado o cosmo na ocasião (a cargo do narrador).


This post has been edited by Kazuya de Cães de Caça: Jan 2 2018, 04:14 PM
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 Posted: Jan 4 2018, 01:42 PM
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Ver os lábios do cavaleiro movendo-se, como se conversasse consigo mesmo, apenas deixava os trabalhadores mais apreensivos. Quando perceberam que era uma contagem, um deles chegou a derrubar a caixa que levava e sair correndo, como se temesse ser ele escolhido para alguma morte horrenda. Ou, pelo menos, foi essa a ideia que jubilou em Asterion. O caminho seguia e as perguntas de Kazuya para as vozes não tinham resposta: elas apareciam e sumiam quando queriam, não estavam ali para salvá-lo da culpa. O lobo negro clamava por sangue, Kazuya pensava e as vozes voltavam:

E quando esse túmulo não está prestes a ser violado? Deuses são incompetentes quando mortais... Somos melhores... Somos...

Primordiais e naturais. Seus instintos, siga... Mas não traia como nos traiu...

Silenciavam quando a decisão era proclamada, o que fez olhares incertos serem disparados para ele e pelo lugar. Maluco, no mínimo, era o que pensavam dele. Asterion praguejava a escolha: um rastro não garantia o sangue que queria, não aprimorava sua força. No entanto, foi bastante perspicaz a decisão tomada por Kazuya, que ganhava um pequeno momento de lucidez silenciosa em sua mente. Usando seu instinto de caçador naquele lugar, porém, acabava sendo flagelado pelos ruídos excessivos. A audição sensibilizada tinha naquela chuva o ribombar constante. Verdade seja dita, todavia: era muito mais fácil para ele aguentar aquilo do que uma besta furiosa e dois cães loucos o atormentando, ao mesmo tempo. Precisa ainda, porém, procurar uma maneira de desvencilhar dos ruídos que não interessavam. Dentre aquele pandemônio sonoro, teve a impressão de ouvir um praguejar quase abafado, tão distante estava. Uma comoção menor, correria. E um odor nauseabundo ele captou por um curtíssimo momento: excrementos, ou algo tão podre e fermentado quanto.

Concentre… ali…

Sim… ali há tanta podridão quanto em você...

Zombavam as vozes… Ou apenas falavam nas entrelinhas? Asterion vociferava e mordia sua jaula não renunciando à vontade de caçar o vulto que ficava para trás. Tamanho apresar mental levou Kazuya à um leve tontear, precisando se firmar melhor no chão ou perderia o equilíbrio. De certa forma, aquilo o ajudou: o rastro! Parecia ficar mais intenso adiante, contornando algumas embarcações e, até onde podia enxergar, descia por uma escadaria e ia para baixo das pontes de passagem. Tudo estava enegrecido por lá, então teria que seguir ou decidir o que mais faria. Pelo caminho haviam trabalhadores e um grupo deles estava, curiosamente, sentado e fumando no início da escada que descia. Teria que passar por eles ou procurar outro caminho.




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Kazuya de Cães de Caça
 Posted: Jan 5 2018, 01:33 PM
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Rastro, era o que decidi naquele exato momento, mas enquanto eu estava decidindo o que fazer escutava aquelas vozes me atormentando como sempre, por muitas vezes não entendia o significado do que eles diziam, mas isso importava? Afinal são só vozes, mas por quê sinto como se elas fossem tão reais? Era fruto da minha imaginação? Ou na verdade era simplesmente porquê criei elas para me sentir forte e seguro, mas me sentir seguro quando uma fera faminta me atormenta todos os dias e duas vozes que são as de meus mestres me culpando pela morte feita por minhas próprias mãos, mas eles nunca me davam respostas sempre que perguntava elas sumiam e voltavam para me zombar. Apesar de tudo a voz de Zahra dizia para seguir meus instintos e não trai como os trai, mas eu jamais teria feito aquilo por satisfazer minha vontade de matar eles eram pessoas maravilhosas não tinha razão para fazer esse tipo de coisa.

Quando decidi seguir o rastro as vozes silenciavam, porém sabia que Asterion não concordava com minha decisão afinal é muito melhor ir atrás de um vulto sabendo que é alguém do que um rastro que aparentava ser antigo e possivelmente o dono daquele rastro já poderia está muito longe. No entanto, tive um momento de lucidez para poder investigar aquele rastro, não importava o que as pessoas pensavam de mim o que importava era seguir em frente e evitar uma catástrofe no santuário e um ataque de um possível inimigo. No entanto, ficava mais difícil de rastrear o cosmo, por conta da chuva, meus sentidos estavam aprimorados e se tem algo desvantajoso é ouvir além do necessário, confundia ainda mais a investigação. Procurava de toda forma evitar ruídos indesejados e me concentrar somente no objetivo

- A chuva está atrapalhando meus sentidos, preciso me concentrar mais… mais concentração, só assim posso saber a direção certa, Zahra está certa em uma coisa… Confie nos seus instintos e não os trai!

Falava naquele momento, caminhava até que eu pudesse evitar os sons indesejados, por um momento tive a sensação de ouvir um praguejar abafado, porém distante, era um som diferente do comum… Sim, ali poderia ter a resposta de minha investigação, corria tentando focar tanto no som quanto no rastro, novamente era difícil decifrar o que estava acontecendo, mas eu devia continuar… Isso preciso andar e andar. Através do olfato por um curto momento senti um odor, um aroma podre por um curto momento, as vozes indicavam que era ali que eu devia procurar, Malatesta em minha cabeça dizia que era tão podre quanto a mim, mas novamente questionava o que ele dizia:

- A culpa não foi minha, jamais iria matar vocês por prazer de matar as pessoas, vocês são pessoas queridas, por quê vocês não dizem o porquê daquele bilhete para vim ao santuário?

Como se não fosse o bastante, Asterion mordia a jaula irritado com minha decisão, maldito cachorro sedento por sangue, firmava minha mão, mas aquele cão negro era extremamente agressivo e poderoso, não conseguia me focar nos rastros que já não eram tão visíveis, sua voz grave e inquieta me deixava perdido:

- Kazuya você escolheu esse caminho por quê? Vamos você pode voltar e ir atrás daquele vulto!. Você precisa voltar, volte e eu darei todo meu poder para você garoto, vamos caçar essa ameaça ha ha ha ha ha, vamos nos banhar com o sangue e nos alimentar assim como você se alimentou de Malatesta e Zahra. Kazuya quero ver sua satisfação por matar, quanto mais você matar e mais se banhar ao sangue de seus inimigos mais irá me satisfazer.

Aquelas palavras ficavam em minha cabeça, tonteavam ao ponto de me desequilibrar, apoiei as mãos no chão e as levei a cabeça como se tenta-se impedir o domínio de Asterion. Aquele cachorro era muito forte e estava me dominando, só de pensar nisso eu fico temendo que algo terrível fosse acontecer naquele momento:

- Não seja idiota um vulto não significa nada, não tem cheiro, não tem rastro e não tem presença, para de me atormentar e…

Quando estava tomando controle enxergava o rastro, porém mais intenso do que anteriormente, o que eu poderia tirar de prova é que alguém passou por aquele caminho bem recentemente, talvez o mesmo parou para descansar e seguiu em frente, por isso o rastro anterior era antigo. Então me levante ajeitando minha capa negra e segui por aquele caminho, talvez o odor que havia sentido fosse desse alguém, precisava correr o mais rápido que pudesse para não perder o rastro, já que a chuva não parava. Se passou um tempo desde que comecei a seguir por aquele caminho, contornava algumas embarcações até onde eu poderia enxergar, me deparava com uma escada que ia para baixo das pontes de passagem.

Tudo estava enegrecido por lá e precisava fazer algo a respeito, enxergava os trabalhadores, tentei focar na minha missão, enquanto estava nas escadas via alguns fumando, porém estavam em meu caminho se eu quisesse continuar eu precisava procurar outro caminho ou passar por eles, afinal eu só preciso andar até meu objetivo. Tentei me concentrar novamente para que meus sentidos não me traiam e conseguir mais pistas sobre o rastro cósmico ou até mesmo o cheiro podre que sentia anteriormente. Asterion ficava inquieto, porém tentei manter a calma eu era o cães de caça um caçador não pode jamais perder sua presa, olhei para as escadas como se procurasse alguma marca diferente, olhei ao redor do lugar, poderia perguntar paras aqueles homens, mas eram tão assustados com minha presença que eles não diriam nada, e se fossem dizer era com medo e não poderia entender.

Suspirei e comecei a andar tentando passar por eles eu… só… tinha que andar desde o começo, mas não abaixava a guarda nem por um momento, se fosse um inimigo estaria preparado, até mesmo as pessoas que tentassem se meter no meu caminho eu estaria pronto.

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Nome: O Caçador
Tipo: Profissão
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Descrição: Essa é uma habilidade bastante natural do cavaleiro de prata. Desde que começou seu treinamento para se tornar um guerreiro de Athena, Kazuya aprendeu a caçar para sobreviver. Com isso, desenvolveu grandes habilidades nas quais seus sentidos ficam aguçados: seu olfato fica excessivamente aprimorado, a audição se torna mais sensível e os olhos aguçados e precisos, muito acima do comum, mesmo em meio à penumbra ou escuridão. Além disso, ao despertar e aprimorar seu controle cósmico, tornou-se capaz de captar fragmentos cósmicos em forma de rastro, quando observando com atenção o cenário, desde que deixadas nas últimas 48 horas. Isto é: quando um usuário de cosmo passa por um local, é como se fragmentos de sua energia se tornassem pegadas, natural e automaticamente, mesmo que não tenha revelado ou elevado o cosmo na ocasião (a cargo do narrador).

Nome: Caminho do Cavaleiro
Tipo: Suporte
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Descrição: Para um guerreiro é importante ter paz de espirito trabalhar o corpo e a mente não foi diferente para Kazuya que enquanto treinava aprendeu essas coisas, por mais difícil que fosse ter uma mente controlada, o cavaleiro sempre treinou arduamente para que se tornar cada vez mais forte. Com isso ele aprendeu com seus dois mestres onde ambos para ele era sua única família o ensinaram o caminho do guerreiro, ensinaram um estilo de luta na qual Kazuya pudesse usar para se defender e não depender somente do cosmo. Com isso Kazuya absorveu vários estilos de luta em um só misturando Muay Thay, Kung Fu e sua variante o Wing Chun e Westling onde graças ao seu corpo atlético tem forças para jogar seus inimigos para longe com sua brutalidade.


This post has been edited by Kazuya de Cães de Caça: Jan 5 2018, 01:48 PM
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 Posted: Jan 11 2018, 01:54 PM
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O  que era já natural ao Cavaleiro de Cães de Caça, podia ser terrível para outros homens e mulheres. Como conseguia ouvir seus próprios pensamentos naquela balbúrdia que se fazia a mente dele? Vozes, escárnio, violência... Uma constante que ele administrava cada vez melhor, sem nem ao menos perceber. Isso acabava aflorando mais o instinto, era absorvido pelo subconsciente que, aliado à vontade de focar-se no objetivo, aos poucos passava a filtrar os barulhos em seu entorno. Mesmo uma fera pode reinar sob os pesadelos lúcidos que ali se faziam. Obviamente, ignorando toda essa amálgama, qualquer um que o ouvisse falando sozinho começava a temer, como a um cachorro louco e raivoso! O odor tão distinto do medo alimentava a ferocidade de Asterion, que ria no fundo do cerne de Kazuya, deliciado com aquilo. Aquém à toda essa existência mental, o mundo físico reagia às decisões do jovem cavaleiro.

Atenção… preste…atenç-

Esqueceu como se pensa, parricida?

Digladiavam as vozes na mente do cavaleiro, que podia os ouvir rosnando e iniciar uma briga, silenciando em ganidos e um quase rugido de Asterion. Agitação demais na mente de alguém tão jovem. No entanto, ele começava a perceber que não era o rastro em si que estava mais intenso, somente sua própria percepção. Então... quem ele seguia? Não parecia ser algum cosmo-dotado os movimentos que o levavam a investigar. Com sua concentração resoluta, ele ouviu por um breve momento, enquanto caminhava, o som de passos abafados sobre pedra. Então algo como... Água sendo pisoteada desordenadamente e um praguejar muito, muito baixo... abafado... Como que do interior da estrutura. Não tinha, entretanto, mais tempo para se dedicar, pois conforme decidia passar pelos supostos trabalhadores, o maior deles batia contra o ombro de Kazuya. Não é preciso dizer que não causava nem cócegas aquele toque humano e ordinário, mas a força aplicada traía o homem, que em meio à um grito de dor, caía e rolava pela escada.

-V-vejam! Ele está nos atacando!

Gritou algo aparvalhado um dos homens, com tanto medo que Kazuya sentia que ele não tinha mesmo entendido que o outro rolou por sua própria ação impensada. Outros porém, rangeram os dentes e começaram a praguejar, aumentando a animosidade contra o Cavaleiro. Ainda era claro, todavia, que não ousavam levantar a mão contra ele, só estavam contrariados com a passagem do jovem ali.

- Agem como donos dessa... bosta...

Resmungava o grandalhão enquanto levantava, ajudado por outro dos trabalhadores. Os olhos estavam todos parados em Kazuya, naquele instante. Era quase opressor sentir o peso do julgamento daqueles homens e mulheres comuns e ignorantes quanto aos maiores perigos do mundo. Por outro lado, Asterion jubilava com o ocorrido. E mais do que isso. Ele parecia se alimentar daquela raiva, medo e toda a sorte de sentimentos enegrecidos que eram direcionados ao jovem cavaleiro. Parecia crescer, fortalecer... E rir. Mudava sua forma, ainda lupina, mas longos chifres se formaram e ainda mais carmim era o brilho de seus olhos vazios. Ele tocou com uma única garra sua jaula invisível – metafórica – e era tão poderoso que Kazuya sentia o rasgar de sua consciência. Podia ceder àquela parte de si, tão faminta? Se ele não resistisse, sabia que deixaria de responder por si. E, entrementes à esse embate, os outros dois cães ladraram, como se houvessem achado algo. Kazuya se encontrava naquele curtíssimo hiato para uma reação: o que fazer com os homens afoitos e raivosos? Asterion... E agora a percepção de que os tijolos mal alinhados sob a ponto desenhavam uma passagem... Era um fragmento de tempo, segundos, porém decisivos para o cavaleiro. O que faria?



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Kazuya de Cães de Caça
 Posted: Jan 11 2018, 11:02 PM
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Uma falha do ser humano é julgar algo ou alguém sem saber de nada, eu encarava isso sempre e estava encarando novamente, poise ninguém acreditariam que alguém como eu tem tantas personalidades e vozes em minha cabeça, por isso nunca fiz questão de explicar quem sou eu e o porquê de ter esses problemas. Aquelas pessoas sentiam medo de que algo fosse acontecer com elas, humanos são tão falhos e cheio de defeitos, para os deuses somos somente números em seus jogos insanos. Os humanos tentam fugir da realidade e da verdade sobre as coisas, pois eles nunca querem saber da verdade e vive na ignorância julgando tudo e a todos, mas não importava para mim sobre o que eles pensavam eu só tinha que seguir com meu objetivo e era isso que faria.

Por um momento podia escutar a risada de Asterion em minha mente, aquele cão era assustador, torcia para que eu estivesse em um mar de sangue ao lado de corpos empilhados para que o mesmo se alimenta-se. A razão de Asterion existir é por conta de sentimentos negativos, quanto mais negativo as coisas são mais ele se alimenta e mais forte fica, mais ficava fora do controle e mais difícil era para mim lidar com o mesmo. Aquela risada insana só mostrava o qual divertido para ele era me ver ser olhado como se eu fosse inimigo daquelas pessoas, talvez eu fosse um quando eu ficasse fora de si sempre evitei contato para o que o pior acontece-se. As vozes atormentavam, Zahra me alertava para prestar mais atenção, aquele momento interpretei que a mesma queria que não pensasse em Asterion, pois atrapalharia meus sentidos, porém Malatesta advertia novamente acusando de ser um assassino.

Os dois cães rosnavam em fúria e começavam uma briga interna, aquilo me deixava louco minha mente se confundia mais e mais, tentava respirar, tentava fazer algo a respeito para evitar que aquelas vozes me atrapalhassem, como o fechar de uma porta se silenciava, mas sentia que Asterion estivesse quase rugindo em fúria, me perguntava se ele se irritava com os dois cães e o que ele pensava a respeito daquilo, suas formas em como eu as enxergavam era assustadoras a ponto de fazer um filme de terror, minha mente era perturbada e só de pensar as vezes sinto medo. Por um momento pude perceber que não era o rastro que ficava mais intenso, mas minha percepção, afinal de contas quem eu seguia? Esse alguém era um inimigo? Se for um por quê as pessoas agem como se nada tivesse acontecido? Quando mais eu andar pelo objetivo e confiar em meus instintos eu poderia ter uma resposta ou mais dúvidas em minha cabeça.

Me concentrava ao ponto de poder escutar algo que chamava bastante atenção enquanto eu andava, ouvia som de passos sobre pedras, e o som de água sendo pisoteada, aquilo poderia ser a resposta que estava procurando, mas por ouvir aquilo fazia quanto tempo que estava aqui? Essas pessoas nãos sabiam de nada? Ficava mais atento com aquilo, acelerei meus passos enquanto pensava sobre os últimos ocorridos:

“Quanto mais eu ando mais estranho fica, primeiro o vulto, se eu supor que é alguém então por quê tem uma pessoa indo para o santuário e o outro saindo? E se está saindo até onde essa pessoa foi? O que eles querem? E se o vulto é alguém ele não teve contato com essa pessoa? Não sentia o cosmo dele? Isso está muito difícil de lidar, não sei se outros cavaleiros perceberem alguma presença estranha. Tenho que simplesmente andar e descobrir o mais rápido possível, talvez depois de descobrir eu deva ir até o Grande Mestre reportar, mesmo não gostando dessas coisas preferia resolver por mim mesmo.”

Quando estava finalmente procurando passagem entre os trabalhadores algo aconteceu, um homem aparentemente mais alto que os outros batiam em meu ombro, mas eu não sentia nada me perguntava se ele realmente me bateu, pois nada me afetava, o mesmo gritava de dor rolando pelas escadas, ficava parado olhando aquela cena sem entender nada se aquele homem quis me agredir de alguma forma por quê não senti nenhum choque? Por conta da armadura? Minha resistência?… Não! Isso acontecia simplesmente porquê os humanos desprovidos de cosmo são frágeis nem mesmo os guerreiros do santuário escapam disso para os deuses somos frágeis e isso não mudará. Seguiria meu caminho se o mesmo não alegasse que eu os estava atacando que de fato eu não estava apenas quis seguir meu caminho, olhei para todos presentes naquela situação vergonhosa com os homens rangindo os dentes como se fossem vim todos para cima de mim, mas via os olhares de medo de levantar a mão para um cavaleiro. Eles não teriam coragem, seu companheiro havia se machucado sem eu mover um dedo.

Homens e Mulheres olhavam para mim com raiva, desespero, medo, nojo e todo tipo de sentimento ruim, eu estava vazio encarando cada um, mas Asterion dentro de mim se alimentava de todos aqueles sentimentos, parecia que até esquecia do vulto, naquele momento o vulto era somente uma mosca no meio sapos que me olhavam como julgassem a mim por algo que não fiz. Asterion estava ficando mais forte e mais agressivo eu podia sentir como sinto agora aquela fera sedenta de sangue:

“Medo e Raiva isso me fortalece era o que eu estava esperando He he he he ha ha ha ha e agora Kazuya é ruim não é ser tratado como inimigo um ser que luta por Athena é o inimigo das pessoas que você diz proteger que piada.”

“Maldito como ficou tão poderoso, pare já com isso seu desgraçado”

“He he he ha ha ha, o que foi Kazuya? Está com medo vamos deixe de ser tolo essas pessoas não dão a mínima para você eu teria arrancado o coração delas e é isso que farei!"

“Seu desgraçado você pode mudar sua aparência o quanto quiser você pode ficar mais poderoso o quanto quiser, mas você não vai matar eu não vou deixar!”

Os outros dois cães latiam intensamente, mas naquela hora achava que estavam instigando mais ainda aquele desastre, meu corpo tremia, minha expressão facial oscilava como se eu tivesse lutando contra Asterion, minhas mãos abriam e fechavam. Quando estava lúcido por alguns instantes eu observava tijolos desaliados como se houvesse uma passagem. Foi curto o momento, mas tentei gravar, Asterion rugia, tentei manter o controle, por um momento parecia que Asterion e eu dividia as ações, porém um queria matar e eu queria evitar, mas precisava fazer algo a respeito. Caminhei pelas escadas com uma face assustadora.

Me aproximava dos dois homens o maior e o que havia o levantando, segurava os dois pela gola da camisa, por dentro Asterion tentava assumir o controle, mas tentei manter a consciência, precisava ser rápido, mas eles deviam escutar como todos ali presentes:

- Vocês nunca aprenderão não é mesmo, humanos como vocês jamais entenderiam o que enfrentamos para proteger a bunda de vocês, humanos são fracos, vocês são fracos por isso o que fazem é apenas latirem e reclamar de suas vidas patéticas, mas nunca fazem algo a respeito, porém o que vocês querem é julgar os outros, mas nunca olham para suas vidas de merda vocês nunca entenderão o que é lutar por algo maior… lutamos não só por vocês lutamos por toda humanidade, mas humanos frágeis como vocês nunca vão entender! Querem cuspir em mim e me julgar como inimigo de vocês sem saber de nada vivam suas vidas pelas pessoas que vocês amam não julguem sem saber de nada!.

Soltava os dois, Asterion parecia mais enfurecido, porém tentei me controlar o máximo que pude e fui em direção aquela passagem, mas antes olhei para os trabalhadores novamente:

- Querem viver com tudo que tem? Então parem de reclamar de quem os protege do mal maior vocês estão vivos porquê estamos todos os dias evitando mortes parem e pensem de todos os guerreiros que morreram para salvar a vida de vocês, o que vocês fazem é cuspir nesses guerreiros já mortos…

Sai daquele local tentando tomar controle retirando os tijolos e me concentrando no objetivo adentrando a passagem daquele local.


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Tipo: Profissão
Gasto: Nulo
Descrição: Essa é uma habilidade bastante natural do cavaleiro de prata. Desde que começou seu treinamento para se tornar um guerreiro de Athena, Kazuya aprendeu a caçar para sobreviver. Com isso, desenvolveu grandes habilidades nas quais seus sentidos ficam aguçados: seu olfato fica excessivamente aprimorado, a audição se torna mais sensível e os olhos aguçados e precisos, muito acima do comum, mesmo em meio à penumbra ou escuridão. Além disso, ao despertar e aprimorar seu controle cósmico, tornou-se capaz de captar fragmentos cósmicos em forma de rastro, quando observando com atenção o cenário, desde que deixadas nas últimas 48 horas. Isto é: quando um usuário de cosmo passa por um local, é como se fragmentos de sua energia se tornassem pegadas, natural e automaticamente, mesmo que não tenha revelado ou elevado o cosmo na ocasião (a cargo do narrador).

Nome: Caminho do Cavaleiro
Tipo: Suporte
Gasto: Nulo
Descrição: Para um guerreiro é importante ter paz de espirito trabalhar o corpo e a mente não foi diferente para Kazuya que enquanto treinava aprendeu essas coisas, por mais difícil que fosse ter uma mente controlada, o cavaleiro sempre treinou arduamente para que se tornar cada vez mais forte. Com isso ele aprendeu com seus dois mestres onde ambos para ele era sua única família o ensinaram o caminho do guerreiro, ensinaram um estilo de luta na qual Kazuya pudesse usar para se defender e não depender somente do cosmo. Com isso Kazuya absorveu vários estilos de luta em um só misturando Muay Thay, Kung Fu e sua variante o Wing Chun e Westling onde graças ao seu corpo atlético tem forças para jogar seus inimigos para longe com sua brutalidade.
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 Posted: Jan 23 2018, 02:39 PM
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Em meio a confusão mental, Kazuya conseguia discernir sobre o que via e ouvia. Fortalecia sua concentração naquele exercício forçado e até mesmo os cães em sua mente começaram a se aquietar, mais. Era óbvio que Kazuya, com seu esforço, conseguia conter Asterion naquele momento e por enquanto...

Nem tudo precisa sair alardeando cosmo, traidor.

Uma boa caçada é feita em silêncio...

Em contrapartida, as pessoas começavam a se afastar de Kazuya, realmente o tomando por um louco do tipo mais perigoso, conforme o cavaleiro lutava contra sua besta interior. Aqueles dois homens dos quais ele tentou se aproximar, davam passadas para trás e quase caíam na enseada, para manter um “limite seguro” do cavaleiro. Engoliram em seco quando o ouviram. Não havia um consenso claro se davam ouvidos às palavras arrazoadas de Kazuya ou apenas se calavam por temor. Asterion acabava indicando um desgosto então, de certa forma, o cavaleiro conseguia reaver um pouco da ordem, mesmo que não tivesse prestígio aos olhos dos trabalhadores. E de fato ele nem importava-se com isso. Ao soltar os dois homens, percebia que chegaram a molhar as calças no pavor calado e foi a única coisa que divertiu a besta negra interior. Aos tropeços, eles procuraram se afastar numa semi-disparada, enquanto os que ainda ouviam baixavam as cabeças, num misto de humilhação, vergonha e desgosto por serem lembrados que não eram nada diante de seres “superiores” em força. Não havia ali nenhum apoio claro para a moral de Kazuya, entretanto os cães de sua mente davam-lhe uma trégua mais estendida.

Há décadas mecanismos assim... não são...

Quem usa isso não quer mesmo ser achado...

Ouvia enquanto tentava remover as pedras. Bom, Kazuya definitivamente conseguia retirar um bloco daquela construção. Inteiro, não apenas um ou dois tijolos. Deixava o dispositivo mecânico exposto, como quando alguém arranca a porta com dobradiças. Os homens que saíam por último não pareciam surpresos e a intuição de Kazuya, aliado aos dois sempre atentos cães, sugeriam que estavam dispersando por que sabiam demais e não queriam ser interrogados. No lado de dentro, não havia iluminação... Mas o cheiro abundava! Era o esgoto do porto que corria por ali e, provavelmente, a porta era antiga e para acessar em caso de manutenção – isso se descartasse o intendo mais vil que poderia ter. A água que ouvira ser pisada era aquele lodo de dejetos e era justo o praguejar. Se o cavaleiro optasse por progredir diretamente ao percurso, encontraria um longo caminho totalmente enegrecido, mau cheiroso... e quase perturbador, por essas características. Os passos eram captados e ela saberia da direção, sem muita dificuldade, para seguir. A outra alternativa era interpelar os trabalhadores, que claramente escondiam alguma coisa e talvez soubessem até do vulto antes pressentido.




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Kazuya de Cães de Caça
 Posted: Jan 24 2018, 03:07 PM
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As ações que eu tomava naquele momento poderiam ser interpretadas de maneira diferente, afinal as pessoas me olhavam como se eu fosse algum tipo de aberração para eles, era normal de se esperar de alguém que tem vozes na cabeça e uta com elas para se manter sã, mas precisei agir daquela forma mesmo que Asterion estivesse agressivo eu tive que me esforçar muito para não assustar os trabalhadores, porém ao falar aquelas palavras era um choque de realidade muito grande. Ao ponto das pessoas abaixarem a cabeça e começar a refletir sobre isso, eu não queria cair na graça do povo, não queria que eles fossem me abraçar e elevar meu status de aberração como herói para mim estava fora de cogitação. As pessoas não engolem fácil as palavras de um homem assustador que eu era, não mesmo, alguns poderiam ignorar minha falácia sem hesitar e seguirem em suas vidas simples, mas realmente foi tudo inútil? Jamais, pelo menos para mim eles entenderiam que eu dizia uma verdade que jamais esqueceriam, não ligo para o que pensam de mim, mas que reflitam sobre aqueles que lutam para o bem da humanidade.

Asterion não gostava da minha atitude já que “prendi” aquela fera em sua cela mesmo estando mais forte do que costumava-se ser, mas se divertiu pelo fato dos homens terem mijado nas calças, mas o que importava era a mensagem que passava para aquelas pobres pessoas. Humanos que são marionetes para os deuses, mesmo que eu tenha sido rude nas palavras no fundo os cavaleiros não eram tão diferentes assim, somos marionetes nas mãos dos deuses a diferença é que temos poder para reverter essa situação, mas no fim nunca é garantia que possamos fazer milagres.

Enquanto removia os blocos as vozes voltavam a surgir em minha mente, mas diferente das outras vezes eram mais auxiliares do que julgadores, removi os blocos um por um, assim como os cães eu pensei que realmente quem usa isso não quer ser achado. Um mecanismo escondido no meio de blocos? O que aquilo significava? Se era um caminho de acesso então por quê esconderiam com tijolos? Os homens saiam por último e não pareciam surpresos para mim, significa que eles sabem o que tem lá dentro e não é importante ou eles fazem parte de todo o mistério? Por um momento ignorei aquilo e ativava o mecanismo, ao abrir descobri que estava tudo escuro, mas o cheiro forte me indicava que ali era o esgoto do porto.

Adentrava o lugar lentamente aquele cheiro me incomodava muito, Asterion rosnava por odiar aquilo afinal o cheiro que ele sempre mais queria era o de sangue:

“Ka...zu...ya… Não quero esse cheiro e sim o de sangue!”

Ignorava aquele cão raivoso e entrava no local pisando, o cheiro era mais insuportável por ter meus sentidos apurados e isso não era nem um pouco bom, mas tive que aguentar, percebi também que era o lodo que fazia com que a água pragueja-se como se estivesse ouvindo passos. Cerrei os punhos por não ter sido alguém que estivesse ali, mas poderia ser também. Caminhando um pouco mais via um caminho enegrecido:

“Eu poderia simplesmente seguir, afinal meus instintos nunca trai, mesmo escuro ainda consigo manter meus instintos ativos, mas se eu interrogar aqueles homens? Parecem que sabem de algo, mas é estranho o fato deles não estarem surpresos… Se tivesse algo suspeito eles estariam um pouco apreensivos, mas até onde entendo não vejo rastro. Bom seguirei em frente nesse caminho preciso ver atende isso vai dar… Concentre-se”.

Caminhava tentando manter o foco, era fato que o cheiro me incomodava, levei minha mão até a gola do sobretudo e ergui um pouco para evitar o cheiro que era irritante, prestava atenção em cada detalhe com meu instinto, o lema era se duvidar da minha capacidade de caçar nunca acharei a caça, precisava confiar e seguir em frente naquele caminho enegrecido e podre.

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Nome: O Caçador
Tipo: Profissão
Gasto: Nulo
Descrição: Essa é uma habilidade bastante natural do cavaleiro de prata. Desde que começou seu treinamento para se tornar um guerreiro de Athena, Kazuya aprendeu a caçar para sobreviver. Com isso, desenvolveu grandes habilidades nas quais seus sentidos ficam aguçados: seu olfato fica excessivamente aprimorado, a audição se torna mais sensível e os olhos aguçados e precisos, muito acima do comum, mesmo em meio à penumbra ou escuridão. Além disso, ao despertar e aprimorar seu controle cósmico, tornou-se capaz de captar fragmentos cósmicos em forma de rastro, quando observando com atenção o cenário, desde que deixadas nas últimas 48 horas. Isto é: quando um usuário de cosmo passa por um local, é como se fragmentos de sua energia se tornassem pegadas, natural e automaticamente, mesmo que não tenha revelado ou elevado o cosmo na ocasião (a cargo do narrador).

Nome: Caminho do Cavaleiro
Tipo: Suporte
Gasto: Nulo
Descrição: Para um guerreiro é importante ter paz de espirito trabalhar o corpo e a mente não foi diferente para Kazuya que enquanto treinava aprendeu essas coisas, por mais difícil que fosse ter uma mente controlada, o cavaleiro sempre treinou arduamente para que se tornar cada vez mais forte. Com isso ele aprendeu com seus dois mestres onde ambos para ele era sua única família o ensinaram o caminho do guerreiro, ensinaram um estilo de luta na qual Kazuya pudesse usar para se defender e não depender somente do cosmo. Com isso Kazuya absorveu vários estilos de luta em um só misturando Muay Thay, Kung Fu e sua variante o Wing Chun e Westling onde graças ao seu corpo atlético tem forças para jogar seus inimigos para longe com sua brutalidade.


This post has been edited by Kazuya de Cães de Caça: Jan 24 2018, 03:13 PM
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