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 Eolos de Lagarto
Void
 Posted: Jan 29 2018, 02:19 PM
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The Oblivion


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Usuário: 34
Registro: 4-December 17
Posts: 74





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Dados do Personagem


    Nome: Eolos
    Idade: 16
    Raça: Humano
    Sexo: Masculino
    Nacionalidade: Grécia
    Ordem: Cavaleiro de Atena
    Ranque: Beta
    Armadura: Lagarto - tier 2


Aparência


    Cabelo loiro nem curto, nem longo, um pouco bagunçado. Olhos escuros, castanhos beirando o puro negro. Pele clara, mas temperada pelo sol da Grécia. Corpo esguio, mas atlético em decorrência dos treinamentos severos. Rapazote comum, carente de traços distintos.


Personalidade


    Amável por natureza, costuma preocupar-se com o próximo e evitar conflitos o máximo possível, mas não raro pode encrespar com alguém só por não ir com a cara do sujeito. Não há o que fazer, é do tipo que segue seus instintos. Embora se importe em viver, o que, resumidamente, quer dizer comer bem e dormir melhor ainda, não faz caso da vida. Por outro lado, em virtude de seu treinamento, fez-se necessário que desenvolvesse outras facetas contrárias à sua própria natureza, gerando um conflito interno que hora ou outra bagunça sua cabeça e descamba em comportamentos atípicos. Curte fumar.


Status Vitais


    Vida: 100%

    Cosmo: 108 %


Status Cósmicos


    Sentidos Dominados: 1º ao 6º
    Velocidade Padrão: Hipersônica (10.000 km/h ou 20 m/s em combate)
    Potencial de Carga & Impacto: 20 toneladas
    Potencial Explosivo: 5 quilotons em até 20m de raio

    Evolução: As evoluções do cosmo/sentidos devem ser registradas aqui pela Staff.


Faculdades


    Conhecimento: A
    Constituição: C
    Destreza: B
    Energia: C
    Habilidade: B
    Mentalidade: B


Armadura


    Nome: Lagarto
    Tier: T2
    Vitalidade: 100 %
    Divisão de Dano: 33%
    Dureza: Absorve 10% Vitalidade de Dano

    Característica Especial:

    • Camuflagem: A armadura de Lagarto possui uma camada especial de nanocristais derivados do Oricalco que pode ser dispersada como um pó por todo o corpo de seu portador. Essa rede de cristais atua como uma segunda pele para o usuário. Quando essas pequeninas estruturas se modificam, alterando o espaçamento entre si, afetam os comprimentos de onda de luz refletidos e absorvidos, fornecendo uma camuflagem perfeita ao ambiente em que estão inseridas. A camuflagem, comum entre os lagartos, encontra no camaleão seu espécime mais notável. A princípio, a armadura de prata desenvolveu essa capacidade como um mecanismo de defesa, mas acabou se tornando uma ferramenta bastante adequada para o Sicário.


Técnicas Especiais



I.


    Nome: Turbilhão de Mármore
    Tipo: Ofensiva
    Gasto: Alto
    Descrição: Eolos eleva seu cosmo fazendo-o girar com o ar ao redor criando um ciclone para atacar seus inimigos. O turbilhão é uma massa de vento e cosmo-energia giratória grande o suficiente para engolir o adversário, agindo como um tubo através do qual Eolos injeta uma forte rajada de energia. Uma vez que tenha abocanhado o oponente, este sofrerá com os danos 1) provenientes dos violentos deslocamentos de ar, 2) do choque entre seu corpo e tudo o que os ventos carregam consigo, como detritos e descargas de cosmo, 3) do raio que viaja pelo interior do turbilhão, 4) até o dano final de impacto em decorrência de ser arremessado pela dispersão dos ventos.

    Alcance máximo de 40m em linha reta; alvo único; soma final de dano acumulado mensurável pelo Narrador.



II.


    Nome: Baluarte de Vento
    Tipo: Defensiva
    Gasto: Alto
    Descrição: Eolos cria uma massa de vento que sopra para frente continuamente como a turbina de um avião a fim de repelir ataques lançados contra si. A parede de vento pode ser criada em qualquer ponto dentro da área de ação do cavaleiro (60m) e pode chegar a medir cerca de 3m². A possibilidade de devolver um ataque inimigo fica ao encargo do Narrador.

    Alcance máximo de 40m².



III.


    Nome: Balão Surpresa
    Tipo: Ofensiva
    Gasto: Médio
    Descrição: Eolos arqueia sua mão para criar uma esfera de vento do tamanho de uma bola de basquete. A esfera é formada por uma concentração de ar que se movimenta constantemente em sentido rotatório. Em seu interior existem outras inúmeras e pequeninas esferas de cosmo condensado. Quando arremessada pode arrebentar em virtude do choque contra seu alvo ou outro objeto, ou a qualquer momento pela vontade de Eolos. Enquanto a força da explosão gera uma violenta onda de choque, também projeta as esferas de cosmo condensado em alta velocidade a fim de causar danos perfurantes como uma rajada de metralhadora. Eolos também pode alterar a trajetória da esfera através da manipulação do vento.

    Alcance máximo de 30m em linha reta.



IV.


    Nome: Devorador Tácito
    Tipo: Ofensiva.
    Gasto: Médio
    Descrição: Eolos queima seu cosmo e utiliza uma combinação de Cosmo Pestilento com Domínio do Vento para espalhar pelo ambiente uma grande quantidade de bactérias famélicas invisíveis a olho nu que viajam até o oponente através da manipulação das correntes de ar. Indistintas aos olhos, as bactérias se aglomeram em torno do adversário alimentando-se de sua cosmo-energia, enfraquecendo-o aos poucos. Como são microscópicas, a atividade cósmica aparenta ser irrisória, de modo que a interação antes descrita pode durar por alguns turnos. Quando as bactérias ultrapassam seu limite máximo de absorção (ou quando Eolos deseja), a cosmo-energia retida extravasa numa reação em cadeia que gera uma poderosa explosão.

    O máximo é de 3 turnos cumulativos. O custo de manutenção das bactérias por turno é Baixo. A explosão se torna mais destrutiva a cada turno acumulado. Grandes manifestações cósmicas por parte do oponente podem acelerar o processo (a encargo do Narrador).

    No caso de grande diferença de rank e/ou variáveis de campo, a queima de cosmo inimiga pode resultar na destruição das bactérias, ficando ao encargo da narração.

    Alcance máximo de 30m²; eficiência decai consoante a quantidade de alvos.



V.


    Nome: Ventos de Tormenta
    Tipo: Ofensiva
    Gasto: Médio
    Descrição: Eolos eleva seu cosmo para lançar contra seu oponente rajadas de vento que se comprimem como lâminas afiadas, quase como se garras gigantes invisíveis rasgassem o alvo à distância. A técnica é marcada por um tufão carregado de lâminas de vento que súbito irrompe contra o adversário. Esses ventos transportam as bactérias sépticas (vide Cosmo Pestilento), que, tais como aquelas presentes na boca do maior lagarto da Terra, o dragão-de-komodo, intentam infectar a vítima para enfraquecê-la gradualmente. A resposta do sistema imunológico à infecção, em vez de ajudá-lo, o prejudica, pois desencadeia todos aqueles sintomas indicados na habilidade supracitada, quais sejam: febre alta (hipertermia), pele quente e ruborizada, elevada frequência cardíaca, hiperventilação, estado mental alterado, inchaço (edema) e queda da pressão sanguínea (hipotensão).

    Caso a infecção ocorra, os sintomas evoluirão progressivamente, ficando os danos mensurados pelo Narrador.

    Alcance máximo de 30m em linha reta; alvo único.



Habilidades



I.


    Nome: Sangue-frio
    Tipo: Outro
    Gasto: Baixo
    Descrição: O cavaleiro distribui o cosmo pelo interior de seu corpo, alterando o modus operandi de seu cérebro, bem como de seu sistema nervoso, a fim de conduzir-se a um estado em que suas emoções e dores físicas são completamente suprimidas (apesar de não senti-los, os danos físicos são os mesmos). É como se, de uma só vez, tornasse-se um psicopata com a síndrome de Riley-Dey.

    Essa habilidade, porém, pode trazer consequências perigosas. Uma vez que fora desenvolvida para formar assassinos, tem por intuito transformá-los em máquinas de matar. Isso porque o uso continuado e por grandes períodos pode definitivamente modificar o cérebro de seus usuários, transformando-os em autênticos psicopatas. Para evitar o destino de seus antecessores, Eolos criou um sistema em que programa seu cérebro para interromper a habilidade automaticamente assim que a condição pré-estabelecida tenha se concretizado. Por exemplo, pode pré-condicionar seu cérebro para que a habilidade se interrompa a partir da morte de sua vítima.

    Para ativar esse estado, o cavaleiro sofre com uma rápida e leve onda de dor que lhe atravessa todo o corpo.



II.


    Nome: Domínio do Vento
    Tipo: Outro
    Gasto: Baixo
    Descrição: Eolos pode tanto controlar o vento ao redor (alcance máximo de 40m²) como conferir a seu próprio cosmo propriedade de vento. Por óbvio se infere que lhe seja possível influenciar as correntes de ar, alterando direção e intensidade, além de fazer seu próprio cosmo soprar como ventania. A fim de exemplificar o uso da habilidade, segue a categorização:

    • Voo: Capacidade de manipular as correntes de ar ao redor de seu corpo, ou de criar correntes de ar a partir de seu cosmo, para voar. É possível usar o vento como propulsão para decolar, bem como flutuar, planar e voar em alta velocidade. A altura máxima de voo é de 20m e sua velocidade máxima é bem inferior à velocidade máxima do tier.
    • Passo Leve: Capacidade de manipular o vento para “pisar no ar”. Reunindo o vento nalgum ponto e fazendo-o estourar em seguida, Eolos pode usar o ar como propulsão para dar mais versatilidade aos seus movimentos.
    • Ventania Afiada: Capacidade de comprimir o ar em alta velocidade criando lâminas de vento.


III.


    Nome: Cosmo Pestilento
    Tipo: Ofensiva
    Gasto: Baixo
    Descrição: Eolos foi instruído a cultivar bactérias utilizando seu cosmo até o ponto em que a natureza desses seres microscópicos fosse incorporada à essência de seu cosmo, de modo que sua própria cosmo-energia tornara-se, por natureza, infecciosa. Assim, enquanto queima, o cosmo de Eolos manifesta uma proliferação pululante de partículas invisíveis a olho nu que viajam pelo ar silenciosamente. Há dois tipos de “bactérias cósmicas” que podem ser geradas: 1) as bactérias sépticas, que agem nas feridas da vítima embarcando na corrente sanguínea a fim de alcançar cérebro, pulmões e órgãos abdominais, de modo que seu sucesso em alcançar as áreas supracitadas gera uma resposta do sistema imunológico que danifica o próprio corpo (os sintomas comuns são febre alta (hipertermia), pele quente e ruborizada, elevada frequência cardíaca, hiperventilação, estado mental alterado, inchaço (edema) e queda da pressão sanguínea (hipotensão)); 2) e as bactérias famélicas, que ao contrário do que se pode pensar, não afetam o corpo, mas agem diretamente sobre o cosmo do oponente alimentando-se de sua cosmo-energia. Nesse caso pode-se considerar que o cosmo de Eolos atua como um Cosmo Canibal, uma vez que em contato com o cosmo de seu inimigo passa a devorá-lo.

    Alcance máximo de 30m²; os efeitos e a gravidade da infecção ao encargo do Narrador.



IV.


    Nome: Mitridatismo
    Tipo: Defensiva
    Gasto: Nulo
    Descrição: Em virtude de seu treinamento como assassino, Eolos foi submetido a doses não letais de uma grande variedade de venenos a fim de que seu corpo desenvolvesse anticorpos cada vez mais eficientes. Como resultado, o cavaleiro possui uma grande resistência a venenos e toxinas os mais variados, dos quais quando não é imune, ao menos pode suportá-los em níveis bastante superiores ao natural.


História


    Nascido em Rodório, Eolos era só um garoto comum que adorava vadiar pelas vielas do vilarejo aprontando todas com seus párias. Quanto isso, inúmeras foram as vezes em que “o pequeno demônio de Rodório” e sua trupe renderam dores de cabeça à sua mãe, o ouvido para todas aquelas reclamações. Sobre ela, chamava-se Eulália, a gentil Eulália, e dividia seu tempo entre a lavoura, os afazeres de casa e às peripécias do filho. Cléomaco, seu pai, por outro lado, era um soldado raso que servia ao Santuário, um homem fortemente apegado à disciplina militar e incuravelmente frustrado por ter fracassado na disputa por uma armadura de bronze quando ainda era jovem. Como todo bom pai, transmitia para o filho o fardo de realizar seus sonhos mortos, coisa que não escondia de ninguém. Com Eolos chegando aos 6 anos de idade, a pressão de Cléomaco para levá-lo ao Santuário e torná-lo um aspirante só aumentava, ao tempo em que as estripulias do petiz não diminuíam. Logo Eulália não seria mais capaz de proteger seu infante baderneiro.

    Um dia chegou a notícia de que Eolos havia posto, inadvertidamente, um bolo de bosta de cavalo fresquinho dentro do capacete de um guarda do Santuário, um sentinela diligente conhecido por suas vigílias indispensáveis para a segurança dos nobres cidadãos de Rodório, como ele mesmo fazia questão de frisar. Era conhecido, também, por dormir durante as vigílias, mas isso não importava. Aquela teria sido a gota d’água e o fim das aventuras do pequeno demônio. Naquele mesmo dia, a despeito do pranto de sua mãe, o pai o levaria à força para que iniciasse sua vida de aspirante.

    Infelizmente, o menino não era bom nisso também. Tinha talento, era verdade, mas longe de seus antigos amiguinhos e de sua mãe custava-lhe aceitar a nova realidade, por isso negligenciava a rotina e com frequência escapulia dos treinamentos para dormir numa pilastra qualquer deitada pelo tempo. As notícias enervavam seu pai, mas àquela altura ele já não estava ao seu alcance. Aliás, parecia fora de alcance para qualquer um. Ainda que os treinos fossem severos, os tutores pelos quais ele passou dividiam-se entre os que não podiam domá-lo e os que não tinham interesse nenhum em ter o trabalho de domar um ninguém, filho de soldado raso, talentoso, é verdade, mas nada de extraordinário. Por fim, como o pai implorava para que não fosse devolvido, restou a derradeira alternativa: a Colina das Adagas.

    A Colina das Adagas, como o nome diz, era uma colina. Afastada da zona principal do Santuário, era tão soturna que mais parecia fantasmagórica. Havia apenas um caminho rústico, curvado, delimitado por duas linhas de pedras pequenas, que levava até o topo. Não era tão alta quanto uma montanha, pois, como dito, era uma colina, mas ninguém se atrevia por aquelas bandas. Uma aura tenebrosa a circundava. Era, de fato, um ponto inóspito, destino dos piores aprendizes e, por isso mesmo, indigno para a maioria deles, ou talvez assim pensasse a maioria. A colina era coroada por um grande templo, do porte de uma Casa Zodiacal, e foi diante dela que o pequeno Eolos, já pelos 8 anos, foi largado. Seu condutor, que não gostava de falar, apenas deixou-o por lá, sem eira nem beira, deu-lhe as costas e foi embora, e se não falava com a boca, muito menos falava com as costas. O templo era escuro e pouco se podia adivinhar. Por fim, quando um vento gelado animou seus ossos e sentenciou que nada poderia ficar pior, Eolos apoiou no ombro a vara de que pendia sua pequena trouxa de roupas e adentrou o local sumindo na escuridão. Seguiu pelo piso de mármore, atravessando o átrio até alcançar uma grande pira. Olhou para os lados, nada disse nem assobiou, jogou a trouxa no chão, fê-la de travesseiro e dormiu. Típico. Acordou com o som dos chicotes. A verdade era que aquele lugar era sede de uma longa linhagem de assassinos subordinada ao Santuário, que justo por fazer o trabalho sujo e, para a maioria, indecoroso, restava-lhe apenas, além da prata da casa, os aspiras indisciplinados rejeitados por seus mestres.

    A Colina das Adagas era famosa pela frieza de seus residentes. Dizia-se que lá era a morada do demônio e que todos que tinham por destino a Colina das Adagas tinham seu coração devorado por ele e sua humanidade era extinta e transformavam-se em monstros sem moral. Havia quem defendesse – os mais corajosos – o fim da Colina das Adagas, argumentando que tudo quanto existia lá era diretamente contrário aos valores defendidos pela deusa Atena. Embora essa pauta tenha sido reivindicada ao longo dos tempos, ela nunca foi de fato atendida, porque aquele era o mundo dos adultos, onde, não raramente, o único modo de fazer a coisa certa é apelar pelo modo errado. Para além dessas questões sem importância, a natureza dos boatos era uma arte antiga, denominada de Sangue-frio, que conferia a seus usuários a capacidade de suprimir emoções e dores físicas por um determinado espaço de tempo. Ocorria que o uso continuado podia alterar definitivamente os indivíduos, levando-os a um estágio permanente similar à psicopatia. No fim, os homens treinados na Colina das Adagas se tornavam não mais que ferramentas de matar, sempre dispostos a eliminar suas vítimas sem questionamentos. Alguns até mesmo se sagravam cavaleiros.

    É claro, os treinos eram cruéis. O grão-mestre Alamut há muito já havia sucumbido à psicopatia induzida e exigia o mesmo de seus treinandos. Destes, um dos mais promissores era Eolos. Primeiro, claro, por uma certa predisposição ao Cosmo, mas especialmente por sua natureza despreocupada. Para ele era natural manter a cabeça limpa. Carecia de aflições, não era do tipo melancólico, tinha confiança em seus instintos e, por isso, mais facilidade para tornar-se senhor de sua mente. O controle da própria mente, ao passo em que se impunha como um entrave à obediência (principalmente à obediência cega), era por sua vez essencial ao domínio adequado da arte do Sangue-frio e, nesse sentido, Eolos era realmente o melhor. Entretanto, havia algumas complicações de ordem emocional. Primeiro, a mãe, que não via há anos, depois, Helena. Helena era filha de Alamut e conforme se aproximava de Eolos, agora já por volta dos 13 anos, mais desejava abandonar a Colina das Adagas.

    Escondidos de Alamut, Eolos e Helena estreitavam sua relação e, aos poucos, criavam um laço poderoso entre si, mas quanto mais esse laço crescia, mais temiam as consequências do treinamento. A ideia de que um dia se tornariam assassinos frios e de que teriam de ver morrer aquele sentimento os castigava como a pior das tragédias. Sem alternativa, decidiram escapar. Pensavam em recorrer ao Grande Mestre, a algum cavaleiro de prestígio ou a qualquer outro que pudesse ajudá-los, afinal estavam abandonando apenas a Colina das Adagas e não o Santuário. Não desejavam para si o crime de deserção. Tudo daria certo. Partiram. Naquela noite chovia forte e no início tudo correu como o esperado, mas a Colina das Adagas era o destino final de Helena. Ali nascera e ali morreria. Na descida foram interceptados por Alamut que, sem pestanejar, matou a filha em um único golpe. O velho assassino sabia de tudo, por isso facilitara a fuga do templo. Era parte do plano. Helena não era das mais promissoras, mas Eolos, por outro lado, era o discípulo mais prodigioso daquela leva. Para que se tornasse o assassino perfeito, antes era necessário, de uma só vez, eliminar qualquer resquício de fraqueza e provocar-lhe uma dor tão intensa que não pensasse em outra coisa no mundo senão em abandonar seu coração, apagar aquelas emoções, desejar com todas as forças o alento de nunca mais sentir.

    O combate entre mestre e aluno corria unilateral. Este, obscurecido por seus sentimentos, não encontrava discernimento para seus golpes. Alamut insistia para que Eolos renunciasse à dor, que o único meio de vingar sua amada seria justamente abandonar os sentimentos que tinha por ela. Quando Eolos finalmente cedeu, ativando Sangue-frio, não demorou para que atravessasse o peito de seu mentor. Tudo ocorrera num único movimento, simples, rápido e limpo. Naquele momento, a armadura de Lagarto, que dormia no templo, voou em direção do rapazote ensanguentado, cobrindo-lhe. Mas aquela ainda não tinha sido a derrota de Alamut, que sorria com a ferida mortal no regozijo de ter dado vida à sua maior criação. A derrota veio somente quando Eolos, afastando-se de seu algoz, tomou o corpo de Helena em seus braços e derramou sobre ela a primeira lágrima.

    Depois daquilo, a história estava quase encerrada. O cadáver de Alamut seria encontrado com o rosto congelado pela raiva. Quanto a Eolos, quem quer que observasse a cena, teria visto sua sombra dobrada e medonha, armadurada, a capa ao vento, a amada morta nos braços enquanto descia a colina em passos sentidos. Choraria por todo o caminho ladeado de pequenas pedras até o cemitério de Rodório. Lá encontraria os túmulos de Eulália e Cléomaco. Lá enterraria também Helena. No fim, com a última pá de terra, não lhe restava nada mais no mundo senão apresentar-se diante do Grande Mestre.


Conteúdo Extra


    Após ter se apresentado ao Grande Mestre, Eolos exigiu o fim da Colina das Adagas. Agrios, segundo conselhos, concordou em demolir o lugar em troca de seus serviços como assassino.

    Devido à péssima reputação dentro do Santuário, Eolos passou a ser chamado de Sicário e desenvolveu a arte secreta de desviar de pedras e tomates voadores.

    Cemitério e cigarro são com ele mesmo.



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